06 janeiro, 2016

Um erro...

Tá, eu sempre soube de todas as consequências dos meus atos que tinham seu lado inconsciente. Eu sempre soube que a forma como eu estava caindo de cabeça não era simplesmente insana. Eu realmente pensei que era empolgação por acontecimentos novos, minha total transparência não mostrou só a mim como eu me sentia. E pra finalizar essa linha torta de pensamento acreditei mesmo que havia me acalmado, que havia esquecido, que estava tudo bem com o coração idiota.

No meio de tantas folhas que só encobriram meus sentimentos barrando o frio, eu me vi diante de uma ventania que levou tudo me fazendo lembrar como realmente me sentia e não poderia ser pior, só uma dor insuportável, sem fim, sem permissão, sem aviso. Eu queria não estar errada e a forma como meu coração aperta, palpita, me tira da sintonia, não me faz apenas mal.

De todos os momentos, ocasiões ou qualquer tipo de circunstância, nada poderia ser tão confuso, repentino, doloroso... E estou apenas tapando buracos deixados para trás como se não fossem nada demais.

Eu deveria ter olhado de qualquer outra forma, e acabado com tudo no mesmo instante, mas é tão difícil quanto virar a pedra mais pesada do penhasco e pra deixar claro eu sinto tanto sua falta que sufoca, machuca, respirar é a coisa mais difícil e que exige mais esforço. Eu não quero te deixar ir e meu egoísmo contando ou não, não vale a mínima.

Pode chamar de carência, falta de semancol, cena de filme... Mas eu quero estar presente o quanto puder e não me perguntar todos os dias, a todo momento porque tudo tomou um rumo tão desastroso. Eu quero ter palavras suficientes para dizer o quanto está machucando o quanto eu quero me tornar a escolha certa, mesmo sendo tão errada e fora do radar.

Eu nunca deveria ter me tornado o tipo de pessoa que fecha os olhos e a besteira dos outros me deixa sem saída. Quando todo o tempo que passou não vale nada, as lembranças são apenas palavras aleatórias que foram largadas pra qualquer um ler.

Talvez eu devesse me manter afastada. E de qualquer forma, nem o calor do fogo acaba com os arrepios, minha cabeça funcionando a mil e tudo em torno de acontecimentos que podem não ter importância ou fazer sentido. Está tudo tão quebrado, tão escuro, tão dolorido que tantos lamentos me fazem uma pessoa pior.

Está tão frio aqui dentro que a dor com o sono adormece.

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