07 dezembro, 2015

Nos vimos...

Se passou um ano e parece que todas as cenas que imaginei sobre um talvez suposto encontro foram mero passa tempo. Talvez sejamos apenas tímidos e talvez envergonhados pelas circunstâncias ou nenhum de nós queira falar sobre o assunto. O clima simplesmente foi o mais tenso que eu poderia considerar, onde tudo se resume a um oceano de falta de comunicação. 

Um ano, não foi um mês e quem sabe se queremos respostas para qualquer situação inusitada. Eu não sei se me conformo com o modo como as coisas aconteceram, e tão pouco sei como seria a forma certa. Mais uma vez minhas pernas e mãos tremem, meu coração acelera e não restam mais que frases antigas de pura prepotência. 

Deveria ter sido diferente. Ver a pessoa que se passou pela sua mente, sabe dos seus dramas, e choros. Então tenho a sensação de estar tentando enfiar minha cabeça em um enorme buraco sem fundo.

Todas as vezes que eu vê-lo resultarão nos mesmos sentimentos e eu sinto muito por isso. O mesmo arrepio, o mesmo tremor, o mesmo "Hi" torto e confuso... E o tempo que passar a partir deste único momento poderá ser lento ou rápido o suficiente ao mesmo tempo, tudo pelo simples fato de que nervosismo gera confusão e esquecimento. 

Então digo que me faz confusa e cheia de suposições quem sabe até inusitadas, me faz pensar em mil hipóteses relacionadas ao seu suposto desinteresse ou pretexto para um encontro incomum. E eu quero dizer cada vez mais o quanto meus sentimentos estão embaraçados e pedir para que permaneça perto o suficiente para não sentir falta, saudade inexplicada ou para que minha respiração e coração se acalmem dentro de um abraço.

Era tão estranho que lembrava o suficiente de um roteiro seguido ao pé da letra: A porta larga e cada um em seu canto procurando direções inexistentes, a vergonha e raiva em mesma intensidade, a curiosidade e vontade de permanecer o mais próximo possível, vontade de trocar mais palavras que qualquer enciclopédia e  dizer o "até logo" mais demorado que pudesse existir.. Esse roteiro foi seguido e aconteceu pelo menos na minha cabeça enquanto cada um estava encostado em um canto da porta e logo depois frente a frente em uma grande sala, daí começaram os olhares rápidos e da minha parte a avaliação crítica que mais parecia uma desculpa para não parar de olhar.

Eu esperei por vários momentos e uma despedida, então nada aconteceu e eu não poderia ter virado uma pessoa mais frustrada, decepcionada com tudo e todos, triste para todos os efeitos. 

E nem sequer houve um "Tchau".

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