01 maio, 2015

Eu quis...

Então você vai embora, vai e não se importa com o que eu possa sentir diante do seu esquecimento.

Você foi...

Quando eu estive aqui, pensei que poderíamos ser algo que não somos agora, e que muito menos chegamos a ser.

Eu fui... Eu voltei.  E agora nada é a mesma coisa, você com suas palavras encantadoras e eu com meus olhos saltados direcionados para sua janela. Conversamos e não passou disso porque você não se importa e eu desejo também não me importar.

Você se foi, não disse uma única palavra. Eu errei. No primeiro, segundo ou décimo momento eu soube que estava indo longe demais, não parei, não me esforcei para isso. Quero não sentir nada, porque sentir causa remorso, ilusão, tristeza, causa tudo que ninguém quer.

Eu te observo sempre do jeito mais torto, e tenho o tipo de pensamento mais egoísta e eu sei que meus pensamentos estão certos. Sem exageros, sem alter ego, sem remorsos... Eu estive o tempo inteiro certa, e fingi que nada era diferente. Negação.

Eu poderia ter feito diferente, mas o resultado dos meus atos me fazem evoluir de forma muitas vezes dolorosa, incômoda e até insana.

Tudo rápido, eu me envolvi e sim, compartilhamos o mesmo fone, a música que conta uma história, fantasias, gostos e um breve afogamento. Nada, exatamente nada disso voltará a acontecer e eu ainda não apaguei todas essas lembranças.

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