20 junho, 2014

Tempos loucos

Tenho consciência de que não deveria dizer certas coisas, mais sinceridade é o meu forte e não poupo ninguém de passar pelo meu filtro de análise, pode até ser exigência minha, mais pra eu poder confiar numa pessoa é preciso muito mais do que um eu prometo ou sei lá.

Quando eu era pequena e andava muito em alta selar um laço com o mindinho era prático iniciar ou terminar uma amizade, isso me faz lembrar o quanto eu mudei de lá pra cá e como eu queria ter aquela ingenuidade novamente. Todas aquelas briguinhas sem sentido, beliscões e bonecas de R$1,99... Eu brincava com espigas de milho precoces, e o mundo lá fora simplesmente não existia, sei lá, não era falta de condição, só era mais divertido que brincar com minhas várias bonecas Barbie.

Olhando lá atrás e o que me tornei hoje, desconheço um pouco aquela criança de 7 ou 10 anos. Naquele tempo tinha até uma sede de crescer logo, tanto que parei de brincar de boneca com 11 anos. Não é que eu lembre de toda minha infância, é só que as coisas eram fáceis, não tinha que lidar com muita coisa.
Tudo isso me faz pensar: Poxa meus 18 anos vão chegar em breve e não tenho a mínima ideia do que realmente vou fazer da minha vida. É tão controverso, na infância queria ser adulta só andava de saltinho e maquiagem (nada exagerado, só sombra e batom) e agora à beira de todas as responsabilidades, último ano do ensino médio... Sinto uma falta enorme da infância. Irônico tudo isso.

Você deve estar se perguntando: seu aniversário é nesse mês?
_ Não, não é. Meu aniversário é em novembro. Mais a questão não é meus 18 anos, é que ter 17  e não saber que faculdade fazer, o fato de não conseguir ficar muito tempo em um trabalho... É frustrante, as coisas não acontecem e estou ficando preocupada. E se eu não conseguir mudar tudo isso nesse ano?


Estou tão dividida entre quem eu sou e o que quero ser, que minha cabeça está cheia de poréns e fazendo uma busca interminável pelo futuro. Quem sabe minha impaciência seja a grande culpada por tudo isso, só que a frase "O futuro a Deus pertence" não vai acalmar meus nervos. Eu queria que tudo isso fosse exagero, que fosse só os fantasmas da adolescência mais tô começando achar que não é.

Não ando mais tão afiada quanto antes, e aquele filtro do qual falei no começo, talvez esteja bloqueado ou mais rigoroso que nunca, levar tanto na cara faz com que a confiança nos outros e até em si mesmo acabe. É quando você começa a se perguntar como tudo aconteceu e a resposta é só um imenso vazio.

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